A inserção de beneficiários do Bolsa Família no mercado de trabalho cresceu em 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a criação de 1.693.673 empregos formais no país, dos quais 1.278.765 foram ocupados por beneficiários do programa, representando 75,5% do total.
Vânia Messias, moradora do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, faz parte desse grupo. Após utilizar o benefício para custear cursos profissionalizantes, conquistou um emprego como orientadora social no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Nelson Mandela e optou por devolver o cartão do programa.
O ministro Wellington Dias afirmou que o aumento da participação dos beneficiários no mercado formal é resultado de políticas de qualificação e inclusão. “Esses dados mostram que as pessoas do Bolsa Família e do Cadastro Único estão, de fato, contribuindo para o crescimento das empresas e para o progresso do Brasil”, disse.
Além da renda, o programa oferece suporte para que as famílias tenham acesso a capacitação e oportunidades. A diretora do CRAS Nelson Mandela, Viviane Freitas, destaca que a assistência social pode ser um primeiro passo para a autonomia financeira. “Acredito sinceramente que as famílias têm potencialidades, que elas saem de beneficiárias para se tornar profissionais que constroem políticas públicas”, afirma.
Em fevereiro, o Bolsa Família atendeu mais de 20,55 milhões de famílias, com um investimento de R$ 13,8 bilhões e um valor médio de R$ 671,81 por família. O benefício é depositado conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Além da renda, o programa busca fortalecer o acesso a direitos como saúde, educação e assistência social.
FONTE: Poty News
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