terça-feira, 27 de maio de 2025

PROPOSTA: Licitação do transporte público de Natal prevê aumento de linhas, ônibus novos e com ar-condicionado

A nova licitação do sistema de transporte público de Natal, prevista para o segundo semestre de 2025, deve ampliar a rede de atendimento e modernizar a frota de ônibus da capital potiguar. A proposta em fase final de elaboração inclui a expansão de 54 para 85 linhas e o aumento do número de veículos em circulação, passando de 350 para 424 ônibus. As mudanças foram apresentadas durante uma audiência pública promovida pela Câmara Municipal nesta segunda-feira (26), reunindo vereadores, representantes da Prefeitura, empresários do setor e membros da sociedade civil.

De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), os novos veículos deverão ter no máximo 12 anos de uso e oferecer itens como ar-condicionado, câmeras de segurança e tempo máximo de espera de até 30 minutos nos pontos de parada. A secretária Jódia Melo destacou que o edital segue em ajustes, atendendo às recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas a expectativa é manter o cronograma de publicação para o segundo semestre do próximo ano.

“Estamos tratando de um dos maiores problemas enfrentados pela população: a mobilidade urbana. Depois de 30 anos, temos a oportunidade real de ver avançar um processo licitatório no transporte público da capital”, declarou o vereador Léo Souza (Republicanos), presidente da Comissão de Transportes. Ele enfatizou a necessidade de redesenhar linhas, sobretudo na zona Norte, que perdeu rotas após a pandemia. “Queremos saber o que muda no transporte da cidade. Teremos retorno de linhas? Haverá supressões?”, questionou.

Durante a audiência, Jódia Melo também revelou que a demanda atual de passageiros equivale a 60% do volume registrado antes da pandemia, número inferior à média nacional, que é de 80%. Entre os fatores apontados para a queda estão o crescimento de aplicativos de transporte e a insegurança nas ruas.

A vereadora Samanda Alves (PT), também integrante da Comissão de Transportes, defendeu uma construção coletiva do processo licitatório. “Não é uma pauta fácil. É preciso escutar os trabalhadores, os estudantes, as empresas, o Poder Executivo e o Legislativo. Se fizermos isso, teremos uma licitação que não será esvaziada e que vai realmente transformar o transporte da cidade”, afirmou.

Representando o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn), o coordenador jurídico Augusto Maranhão alertou para a falta de uma licitação desde 2010 e defendeu o aumento de subsídios públicos para assegurar a qualidade do serviço. “Acredito que agora será diferente, com o acompanhamento do TCE e a atuação da Câmara. Estamos otimistas”, disse.

Também participaram do debate os vereadores Subtenente Eliabe (PL), Pedro Henrique (PP), Daniel Santiago (PP) e Brisa Bracchi (PT), além de representantes de secretarias municipais, cooperativas, entidades comunitárias e empresariais.

FONTE: O Poti News


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