quarta-feira, 16 de julho de 2025

POLÍTICA: Alexandre de Moraes mantém decreto que aumentou IOF, mas revoga cobrança sobre risco sacado

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (16) manter a maior parte do decreto presidencial que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), revogando apenas a cobrança sobre as operações conhecidas como risco sacado.

A medida, que gerou forte controvérsia entre o governo federal e o Congresso Nacional, estava sob análise em quatro ações judiciais no STF, todas sob relatoria de Moraes.

O risco sacado é uma operação financeira comum no varejo, em que empresas antecipam pagamentos a fornecedores por meio de bancos, que cobram taxas por essa intermediação.

Decisão vem um dia após reunião de conciliação entre Executivo e Congresso sobre aumento do imposto acabar sem entendimento.

Antes do decreto, essas transações não eram consideradas operações de crédito para fins de IOF, e, portanto, não sofriam tributação. O governo, no entanto, passou a enquadrar essas operações como crédito, o que motivou a cobrança do imposto.

Nesta terça-feira (15), o ministro conduziu uma audiência de conciliação entre representantes do Executivo e do Legislativo, mas as partes não chegaram a um acordo, preferindo que o magistrado decidisse.

Moraes já havia suspendido temporariamente tanto o decreto do governo quanto a revogação aprovada pelo Congresso, restabelecendo as regras anteriores enquanto o caso é julgado.

A controvérsia começou em maio, quando o governo editou o decreto que aumentou o IOF sobre diversas operações financeiras, com expectativa de arrecadar cerca de R$ 20 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026.

O Congresso reagiu aprovando um decreto legislativo para sustar os efeitos da medida, o que gerou um impasse institucional entre os Poderes.

 FONTE: INFOMONEY

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