Levantamento da Anvisa, obtido com exclusividade pelo g1, indica ainda mais de 200 notificações de problemas no pâncreas relacionadas ao uso desses medicamentos. As notificações são classificadas como suspeitas e passam por análise técnica, processo que pode se estender por anos até uma avaliação final.
Segundo dados do painel Vigimed, que reúne comunicações enviadas à agência reguladora, os registros são:
2 casos suspeitos de mortes por pancreatite associadas ao uso de Ozempic
3 casos suspeitos de mortes por pancreatite associadas ao uso de Saxenda
1 caso suspeito de morte associada ao uso de Mounjaro
A Anvisa ressalta que as notificações citam nomes comerciais, mas nem sempre se referem a produtos originais. A agência alerta para a circulação de canetas falsificadas ou manipuladas oferecidas com marcas conhecidas, prática proibida no país. No Brasil, a manipulação dessas substâncias não é permitida, com exceção da tirzepatida, restrita a situações específicas. A venda é autorizada apenas às empresas licenciadas.
A Anvisa ressalta que as notificações citam nomes comerciais, mas nem sempre se referem a produtos originais. A agência alerta para a circulação de canetas falsificadas ou manipuladas oferecidas com marcas conhecidas, prática proibida no país. No Brasil, a manipulação dessas substâncias não é permitida, com exceção da tirzepatida, restrita a situações específicas. A venda é autorizada apenas às empresas licenciadas.
O que dizem as empresas
Novo Nordisk, responsável por Saxenda e Ozempic, informou que as terapias da classe GLP-1 possuem advertências sobre efeitos no pâncreas e que o acompanhamento médico é indicado. Em nota, a empresa afirmou:
“Existe uma advertência de classe para todas as terapias baseadas em incretina (ou seja, agonistas do receptor GLP-1, agonistas duais GIP/GLP-1 e inibidores de DPP-4) referente ao risco de pancreatite. Vários fatores de risco estão implicados no desenvolvimento de pancreatite, incluindo diabetes e obesidade. A pancreatite aguda está incluída como uma reação adversa a medicamentos (RAM) nas bulas de todos os produtos GLP-1 RA comercializados, incluindo Ozempic®, Rybelsus® e Wegovy®, Victoza® e Saxenda®”.
FONTE: O Poti News
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